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Sofia Rodrigues

Estudo Revela Pensamento de Cachorro

Por Sofia Rodrigues 2014-05-07 Ciencia Comentários

Universidade Emory revela informação privilegiada acerca do modo como os cachorros pensam.

A cadela do Dr. Berns sendo escaneada por MRI.

A cadela do Dr. Berns sendo escaneada por MRI. Imagem de ©2012 Berns et al / CC

O neurocientista e Prof. Gregory Berns da Universidade Emory chegou á conclusão que o funcionamento do cérebro dos cães é igual ao humano e que os nossos amigos de 4 patas têm emoções similares a qualquer pessoa.

Aquilo que todo o mundo falava ou pensava sobre “aos animais só falta mesmo falar” está agora confirmado pelo Dr. Berns o que coloca humanos e cães mais próximos um do outro.

O Dr. Bern é o autor do livro “Como os Cães Gostam de Nós – Um neurocientista e a sua cadela adotada descodificam o cérebro canino” e publicou um estudo sobre os processos neurológicos em cães. Este investigador adotou mesmo uma cadela, a callie, que foi buscar no canil e a treinou para utilizar a máquina de ressonância magnética sem que mexesse muito sua cabeça para que pudesse estudar o cérebro canino.

No seu artigo do NYTimes, o Dr. Gregory Bern afirma:

“nos últimos dois anos, meus colegas e eu temos treinado cachorros para entrar no escâner de ressonância magnética completamente acordados e sem estarem presos <...> Agora, após o treino e digitalização de uma dúzia de cães, minha conclusão inevitável é esta: os cães são também são pessoas.“

Veja o video dos cães sendo escaneados e o treino que o Dr. Berns e seus auxiliares tiveram de utilizar para manter os cachorros quietos pelo tempo que era necessário para o escâner.

Neste caso podemos realmente afirmar que nenhuma animal foi mal tratado nesta pesquisa, no mesmo artigo, o Dr Bern afirmou que:

“desde o início, nós tratamos os cães como pessoas. Tivemos um termo de consentimento, que foi modelado após consentimento de uma criança, e assinado pelo proprietário do cão. Enfatizamos que a participação é voluntária, e que o cão tinha o direito de abandonar o estudo. Usamos métodos de treino só positivos. Sem sedação. Não há restrições. Se os cães não queria estar na escaneador de M.R.I. , eles poderiam sair. O mesmo que faríamos com qualquer voluntário humano.“

Quais os Resultados do Estudo Segundo o Próprio Dr. Bern

“Apesar de estarmos apenas começando a responder perguntas básicas sobre o cérebro canino, não podemos ignorar a impressionante semelhança entre cães e seres humanos, tanto na estrutura e função de uma região chave do cérebro: o núcleo caudado.

Rico em receptores de dopamina, o caudado fica entre o tronco cerebral e o córtex. Em humanos, o caudado desempenha um papel fundamental na antecipação de coisas que gostamos, como comida, amor e dinheiro. Mas podemos inverter esta volta e associação inferir que uma pessoa está pensando apenas medindo a atividade caudado? Devido à enorme complexidade da forma como as diferentes partes do cérebro estão ligados um ao outro, não é possível fixar uma única função cognitiva ou emoção de uma única região do cérebro.

Mas o caudado pode ser a excepção. Partes específicas do caudado se destacam por sua ativação consistente em muitas coisas que os seres humanos desfrutam. A ativação caudado é tão consistente que, sob certas circunstâncias, pode prever as nossas preferências por comida, música e até mesmo a beleza.

Em cães, chegamos à conclusão que a atividade no núcleo caudado aumentou em resposta a sinais de mão de indicação de alimentos (*). O núcleo caudado também se ativou nos cheiros familiares de seres humanos. E em testes preliminares, é ativado quando o dono do animal regressa depois de ter ficado momentaneamente fora de vista. Será que estes resultados provam que os cães nos amam ? Não é bem assim. Mas muitas das mesmas coisas que ativam o caudado humano, que estão associados a emoções positivas, também se ativam no caudado do cão. Os neurocientistas chamam isso de uma homologia funcional, e pode ser em indicação de emoções caninas.”

Pequena transcrição traduzida do artigo do Dr. Gregory Berns no NYTimes.

(*) Mão esquerda para cima tinha recompensa alimentar, 2 mãos viradas para si mesmo na horizontal não tinha recompensa alimentar.

O Dr. Berns Questiona O Paradigma do Cão como Objeto ou Propriedade

“A capacidade de experimentar emoções positivas, como o amor e apego, significaria que os cachorros têm um nível de sensibilidade comparável a uma criança humana. E essa capacidade sugere um repensar na forma como tratamos os cães.

Os cães têm sido considerados propriedade. <...> Mas agora, usando o M.R.I. para afastar as limitações do behaviorismo, não podemos mais esconder a evidência. Cães, e provavelmente muitos outros animais (especialmente nossos parentes primatas mais próximos ), parecem ter emoções como nós. E isso significa que devemos reconsiderar o seu tratamento como propriedade.“

O Que Este Estudo Significa

É claro que já todo o mundo já suspeitava das similaridades de inteligencia (especialmente emocional) e a capacidade de aprendizagem dos cães. Mas este estudo é muito importante pois relaciona, pela primeira vez, e num paradigma puramente cientifico, as similaridades neurológicas e emocionais dos animais (neste caso, os cães) com as de uma criança humana.

Os cachorros gostam de conforto, ligações sociais e de serem estimulados intelectualmente, da mesma maneira que os humanos gostam.

Como tão bem disse o Dr Gregory Berns no seu artigo do NYTimes,

“Eu suspeito que a sociedade está a muitos anos de considerar cães como pessoas. No entanto, recentes decisões do Supremo Tribunal Federal incluíram descobertas neurocientíficas que abriram a porta a tal possibilidade. Em dois casos, o tribunal decidiu que delinquentes juvenis condenados à prisão por toda a vida sem possibilidade de liberdade condicional. Como parte das decisões, o tribunal citou evidências de imagem cerebral que mostraram que o cérebro humano ainda não tinha amadurecido durante a adolescência. Embora este caso não tenha nada a ver com a sensibilidade dos cachorros, os juízes abriram a porta para a neurociência na sala do tribunal.

Talvez um dia nós vejamos um caso judicial defendendo os direitos de um cachorro com base nos achados de imagem cerebral.“

Talvez seja na nossa geração que vamos ver isso acontecer. Os animais são parte de nós também, quando fazemos mal a um animal estamos também fazendo mal a nós próprios. Ame sempre o seu animal, pois a ciência já provou que o seu cérebro nos diz que eles nos amam de volta.

Para terminar, nada melhor que parafrasear Gandi: “A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pela forma como seus animais são tratados”.



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